A audiência aconteceu na sexta-feira (26) e foi proposta pelo parlamentar Mano do Som (Democratas). Estiveram presentes na galeria da Câmara e virtualmente, a deputada estadual Priscila Krause (Democratas), o presidente da Casa Bruno Lambreta (PSDB), os vereadores Izaac da Saúde (Cidadania), Irmão Ronaldo (PROS), Aline Nascimento (Cidadania), o propositor da audiência, Mano do Som, representantes de movimentos sociais, representantes da OAB e especialistas da saúde.
A deputada Priscila falou sobre a falta de interesse e
sensibilidade por parte do Governo do Estado na conclusão das obras. De acordo
com Krause, foram gastos R$ 28 milhões nas obras, a ordem de serviço era para
2013 e até agora nada. “O Governo afirma que está abrindo um novo processo de
licitação para o retorno das obras, mas não temos nenhuma informação sobre o
retorno, nem no Diário Oficial nem no Portal da Transparência. Nós queremos um
posicionamento oficial do Governo e não um roteiro de marketing. O Estado tem
dinheiro no caixa, falta compromisso”, disse a deputada.
A advogada e membro da Comissão de Direito Médico e da Saúde
da OAB, Fernanda Martins, destacou o dado de que 91 mulheres vão à óbito em
decorrência do parto. Ela também afirmou que o Hospital Jesus Nazareno realiza
370 partos mensais e que 60% deles são considerados de alto risco.
“Além dos partos, a unidade atende outras demandas relacionadas à maternidade.
É institucionalmente e humanamente impossível que o centro dê conta de
atender essas mulheres de forma digna”.
Izaac da Saúde falou sobre as pacientes que são transferidas
até a capital do Estado. “São duas horas até chegar em Recife e quando essas
mães chegam lá não são atendidas de imediato, elas ficam perambulando de
hospital em hospital até achar uma vaga”, ressaltou o vereador. A doula,
Gláucia Galindo reiterou a importância da conclusão das obras do Hospital da
Mulher. “É preciso evitar as transferências, muitas mulheres acabam se sacrificando
financeiramente para não ir até Recife. Outras acabam fazendo a cesárea por não
ter um espaço adequado onde elas possam ter um parto mais humanizado”.
O presidente da Casa e o vereador Mano afirmaram que o Poder
Legislativo continuará cobrando o retorno das obras e fizeram um apelo ao
Governo do Estado para que o mesmo tenha sensibilidade com a causa, tendo em
vista que o hospital atenderá boa parte da região agreste.
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(SAPL).
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