Uma semana após a morte da cantora sertaneja em um acidente de avião, selecionamos algumas reflexões sobre a cobertura jornalística do caso. A primeira versão da assessoria de imprensa informava que os ocupantes do avião tinham sobrevivido e estavam bem, mas os bombeiros não confirmavam.
Isso causou confusão e evidenciou as dificuldades desse tipo
de apuração. Em nota divulgada nesta segunda-feira, a assessoria disse que
em nenhum momento o equívoco foi intencional e que “fontes confiáveis foram
responsáveis pela informação de que havia sobreviventes”. No UOL, Mauricio
Stycer destacou que “os momentos iniciais foram marcados por muita
desinformação e exageros”. [Aqui vale um comentário nosso: Stycer chama a
informação errada de “fake news”, mas não se trata disso.
Erro jornalístico não é deliberado e, portanto, diferente
conceitualmente de fake news]. O BuzzFeed fez uma curadoria de posts mostrando
que “parte da imprensa e dos usuários das redes sociais parecem ter
desaprendido a lidar com o respeito ao luto alheio”. A Folha foi criticada
por artigo do professor Gustavo Alonso, publicado no dia seguinte ao
acidente.
O Congresso em Foco compilou algumas delas, que
destacam o tom machista e gordofóbico do texto. Esta matéria do UOL chama
atenção para a comunicação de tragédias sob o ponto de vista das empresas ou
personalidades que vivem momentos de crise. Esperar a confirmação dos dados
antes de emitir uma informação oficial, responder os questionamentos da
imprensa e agir com rapidez na correção de erros são algumas estratégias
indicadas por especialistas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário